Início SINTRA Massamá, Monte Abraão Campeonato Nacional de Sub-17: Real SC perde na estreia mas ambição mantém-se

Campeonato Nacional de Sub-17: Real SC perde na estreia mas ambição mantém-se

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A equipa de Futebol Masculino Sub-17 do Real SC deu o pontapé de saída no Campeonato Nacional Sub-17 no passado Domingo, dia 8 de Agosto, no Campo Major Baptista da Silva, diante do Belenenses.

A formação orientada pelo técnico Tiago Teixeira perdeu por 2-0, apesar de ter feito uma exibição regular.

No final da partida, o técnico da equipa de Massamá referiu que “sabíamos que ia ser um jogo extremamente difícil contra uma equipa muito forte, uma das mais fortes da nossa série”.

“Na segunda parte, fizemos algumas alterações que nos permitiram discutir o jogo até ao fim; apesar de termos sofrido o 2º golo logo no início da segunda parte, não nos deixámos abalar e ainda criámos situações de golo”, disse ainda Tiago Teixeira.

Na próxima jornada, o Real SC recebe o Benfica, algo que deixou o treinador do conjunto de Massamá a lamentar a situação, pois considera que “o sorteio não foi nada favorável; na primeira fase, temos 6 jogos fora e 5 em casa, 2 dos quais frente a Benfica e Sporting”.

Com 28 jogadores, muitos que transitam da época passada, Tiago Teixeira e a sua equipa técnica (André Borges, Nuno Francisco, Daniel Carrilho, Emanuel Brilhante e Marcelo Rosário) tem muita matéria-prima para explorar.

“O nosso pensamento é o de ganhar todos os jogos, independentemente da equipa contra quem jogamos; se ganharmos todos os jogos somos campeões; sabemos que essa será uma tarefa difícil, mas essa é a missão que vamos procurar cumprir porque se queremos chegar a um patamar alto temos de ser melhores em todos os treinos, jogos de treino e jogos de campeonato”, refere o técnico da equipa de Sub-17 do Real SC.

A mesma ideia têm os jogadores Ivanildo Siga e Edu, já que o capitão acredita que o conjunto vai “conseguir chegar à II Fase e ser o Melhor Marcador do Campeonato Nacional”, enquanto o extremo-direito revela que “se nos preocuparmos em ganhar todos os jogos e nos posicionarmos a meio ou acima do meio da tabela classificativa vamos conseguir a manutenção; apesar dos constrangimentos da Covid-19, temos conseguido criar um bom ambiente de grupo e se o conseguirmos manter vamos alcançar os primeiros 4 lugares da classificação”.

O regresso do público aos estádios (para já, “apenas” 33% da lotação total) também foi abordado pelo técnico, que considera que para os juvenis, ter público a apoiar o regresso às 4 linhas é benéfico para a equipa.

O jogador Edu também abordou o tema: “Estamos um pouco ansiosos com o regresso do público à bancada, mas também porque estivemos um ano parados; neste momento, com o início da competição e da normalidade possível há sempre alguma ansiedade à mistura”.

Nesta época, o Real SC decidiu que os treinos dos juvenis e dos seniores seriam à mesma hora, algo pouco usual mas que não causa transtornos a Tiago Teixeira, antes pelo contrário.

“Os jogadores falam bastante no facto do clube estar na Liga 3; muitas vezes quando terminamos o treino, eles ainda ficam a assistir ao treino dos seniores e isso é um bom ponto de partida porque ajuda a incutir o espírito de grandeza do Real SC”, refere o técnico.

O jogador Edu também deu a sua opinião sobre o facto do clube estar na Liga 3: “Estar no Real SC não é para qualquer um, é um privilégio estar num clube com uma equipa na Liga 3 com aspirações de subida; estamos aqui para aproveitar e crescer o mais possível no futebol”.

Esta será a última época em que os juvenis vão disputar a competição nos moldes atuais, pois em 2022/2023 a FPF vai reestruturar a competição, reduzindo-a a 30 clubes, dividindo-os em duas divisões.

Atualmente, a competição é composta por 48 clubes divididos por 4 séries; depois de uma volta, os 4 primeiros passam para 2ª Fase (Apuramento de Campeão), onde estão 16 equipas (duas séries de 8 equipas) que jogam a duas voltas; os dois primeiros de cada serie juntamente com o melhor 3º e o vencedor do play-off (disputado entre o pior terceiro, o melhor 4º, o campeão madeirense e o campeão acoriano) discutem o título nacional.

As restantes 32 equipas disputam a Fase da Descida, onde os piores vão para a nova II Divisão Nacional e para os Distritais.