Sintra Portugal Pro 2021: Estrelas do Bodyboard já estão a postos

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Joana Schenker - Bodyboarder

Os grandes talentos nacionais e internacionais já estão a aquecer os motores para o Sintra Portugal Pro, que se realiza entre os dias 7 e 12 de Setembro na Praia Grande, naquela que é a sua 25ª edição depois de uma interrupção, o ano passado, devido à pandemia.

Com o título mundial da variante de dropknee, e os troféus World Cup of Bodyboarding open, feminino e projunior, sancionados pela International Bodyboarding Corporation (IBC), esta é uma prova emblemática e sempre apetecível.

Que o diga o francês Pierre Louis Costes, ex-campeão mundial radicado em Portugal e duas vezes vencedor da prova, tantas quantos os títulos mundiais da carreira.

Estou muito feliz em participar no Sintra Pro este ano, porque o ano passado não tivemos essa possibilidade. É uma prova de grande prestígio que ganhei duas vezes e na qual fiquei também três vezes em segundo lugar.

É também uma prova muito difícil de preparar, pelas características da Praia Grande, spot onde as condições mudam muito e muito rapidamente e isso dá muito valor a este troféu.

Questionado acerca da concorrência, onde se destacam nomes como os do compatriota e amigo Amaury Lavernhe ou os havaianos Dave Hubbard e Sammy Morretino ou Tristan Roberts, o sul-africano campeão mundial em título, Pierre Louis Costes prefere valorizar a afluência de qualidade que se espera este ano e a “luz ao fundo do túnel”.

Sei que vamos ter muitos nomes grandes em Sintra e que vai ser, no fundo, uma celebração do bodyboard e de Desporto. É um ano de transição e que nos dá muita esperança para o futuro. A seguir vamos ter provas em França e nas Canárias e Sintra é, neste momento, uma luz ao fundo do túnel.”

Também o bicampeão nacional Daniel Fonseca revela entusiasmo para a 25ª edição do Sintra Portugal Pro.

Estou na expectativa de saber quem vem ao campeonato. Temos novamente uma prova de dimensão mundial em Portugal e estou com pica. Mais um ano a tentar, pelo menos, fazer uma final em Sintra.

O meu melhor resultado foi um quinto lugar em 2018, quando a prova não acabou devido ao nevoeiro. Era o sonho ser o segundo português a ganhar [o primeiro foi Manuel Centeno, em 2003]. Há praticamente um ano que não compito e estou com muita vontade de regressar.

Na competição feminina, o lote de vedetas é também vasto, com a japonesa Sari Ohara, a campeã mundial em título, ou a brasileira Isabela Sousa, quatro vezes campeã mundial, ou a portuguesa Joana Schenker, antiga campeã mundial, a encabeçar o cartaz.

Joana Schenker, vencedora do Sintra Portugal Pro e campeã mundial em 2017, fala do “significado sentimental” da prova que lhe abriu as portas do seu histórico título.

Ainda bem que temos Sintra, novamente, este ano. É uma daquelas provas que tradicionalmente faz parte do ano competitivo e que vai ter uma adesão forte das miúdas internacionais.

Isto também ajuda a demonstrar o quanto esta prova é importante e respeitada além-fronteiras. Para mim, Sintra tem também um significado sentimental. E são os 25 anos do Sintra Portugal Pro, temos de celebrar!