Rui de Paiva, o treinador de guarda-redes que agradece todo o empenho de Hélder Ferreira

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Rui de Paiva

A equipa sénior masculina de Futebol do Clube Atlético de Pêro Pinheiro (CAPP) conseguiu o apuramento para a 2ª Fase do Campeonato de Portugal, depois de terminar a Serie E da 1ª Fase na 2ª posição, atrás do Belenenses.

Foi uma campanha bastante positiva, tendo em conta a valia dos clubes envolvidos, pois para além dos “azuis” de Belém, o emblema sintrense enfrentou adversários como o GS Loures, o vizinho Sintrense, o histórico Sacavenense e o antigo primodivisionário, “O Elvas”.

Nos primeiros 18 jogos, o CAPP conquistou 9 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, tendo apontado 21 golos e sofrido 19 (score positivo de 2 tentos); na 2ª Fase, o CAPP soma 2 empates (com Sertanense e Olhanense), onde marcou 1 golo e também sofreu 1 tento (score de 0).

Na Taça de Portugal, saiu logo ao primeiro jogo, depois de perder por 5-3 com o Belenenses, curiosamente adversário do Pêro Pinheiro na 1ª e na 2ª Fase do Campeonato de Portugal.

Com 25 golos marcados e 25 golos sofridos, o CAPP tem “poder de fogo”, mas também uma defesa “couraça”, onde os guarda-redes Miguel Soares e Pedro Gouveia têm tido um papel determinante.

Neste sentido, o “Jornal Desportivo” entrevistou Rui de Paiva, o treinador dos dois jovens talentos. Numa conversa informal, Rui de Paiva começou por destacar o papel de Hélder Ferreira, o Presidente/Treinador do clube, que é a pessoa certa no local certo, pois trata-se de uma pessoa simples, da terra e que tem elevado o nome do emblema sintrense.

Quando o convite surgiu, Rui de Paiva não teve dúvidas em aceitar, já que deve muito a Hélder Ferreira, a pessoa que o ajudou a lançar-se no futebol da 1ª Divisão e que “nunca faltou com um pagamento”, apesar do clube ter dívidas que a atual direção tem vindo a pagar.

Quem está a disputar a fase de subida à Liga 3, tem (naturalmente) o sonho de subir de divisão, mas o técnico dos guarda-redes do CAPP prefere “projetar os jogadores”, pois a Liga 3 tem “condições extremas” e é muito complicado para um clube como o Pêro Pinheiro jogar nesta divisão profissional, acrescentando que “a FPF devia rever os parâmetros de acesso à Liga 3”.

Rui de Paiva destaca ainda a “união” entre todos, como o fator mais importante, ainda que a técnica, o físico e a tática têm de estar presentes, sob pena de as coisas não correrem pelo melhor.

O técnico de guarda-redes explicou ainda que a sua missão é muito importante, pois aquilo que é mais festejado num jogo de futebol é o golo, e este muitas das vezes acontece sem que o guarda-redes tenha possibilidade de defesa, mas mesmo assim é criticado, visto ser “o último homem a ser ultrapassado”.

Aí tem de haver empenho e simpatia por parte dos jogadores para o técnico poder “trabalhar a parte psicológica”, que no caso do CAPP passa por levantar o ânimo do guardião se o jogo for em casa, ou trocar mensagens leves de telemóvel dentro do autocarro se o jogo for fora e a viagem for “penosa”.

Rui de Paiva terminou agradecendo a “quem de forma sincera esteve connosco” e com uma frase que é quase um lema dentro do clube: “Deus dê sorte e saúde aos nossos inimigos, para que possam assistir de pé às nossas vitórias”.

João Miguel Pereira

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