Rui Borges assinou, esta sexta-feira, a conferência de Imprensa do lançamento do Sporting-Benfica, a contar para a final da Taça da Liga, e falou de vários temas. O estado de espírito da equipa, possíveis alterações na equipa do Benfica, a vantagem ou não de um dia a mais de descanso, entre outros temas.
– Qual o estado de espírito para o jogo com o Benfica?
– Estou feliz por estar na final, seja com que adversário for. Estou focado em nós. Mudanças no Benfica? Os principais princípios não mudam, mas sim caraterísticas individuais, que acrescentam um ou outro pormenor. Estamos preparados para aquilo que o Benfica poderá ou não implementar no jogo.
– Como vai ser se houver motivos de festa?
– A promessa é de folga, ir a casa descansar e ver os meus pais. Não há tempo para festa, é apenas uma competição. É um jogo que pode dar um troféu, mas temos, logo a seguir, um jogo difícil, em Vila do Conde. Temos de focar-nos nesse jogo, que o campeonato é o grande objetivo de toda a gente.
– Acredita que pode haver mudança na equipa do Benfica?
– Sim, uma ou outra mudança, é possível embora tenham feito um belíssimo jogo com o SC Braga e ganho categoricamente, mas, mais do que isso, é preparar a nossa equipa para a exigência do jogo. Tivemos poucos dias para trabalhar, alguma gente com sobrecarga… Acredito que a equipa dará uma boa resposta.
– Qual o jogador que vai substituir o lesionado Morita no meio campo?
– Bom, para a dor de cabeça, tomamos um Ben-u-ron ou um Brufen e passa. Jogamos com onze, nunca me agarro a dificuldades, mas a soluções. Começamos com 11 jogadores, vamos ser uma boa equipa e vamos manter a coragem que temos tido. Faremos um bom jogo, independentemente de ser o Simões, o Brito… Resta-nos arranjar soluções. Temos outros jogadores. Sei que vamos ser competitivos. Estou triste por não poder contar com o Morita, que tem sido um jogador importante, mas há uma sobrecarga e estamos sujeitos a isto, mas o futebol é isto. Faz parte, temos é de saber adaptar-nos às dificuldades e ao que o jogo pede.
– Ao que se deve esta onda de lesões?
– Se soubéssemos o porquê, ninguém tinha lesões. Quando existe sobrecarga, o risco de lesão é enorme. Não estudei para isso, mas o que vamos procurando entender é isso. A maioria anda em sobrecarga, sobretudo, agora, com muitos jogos e quase sempre os mesmos a jogar. O músculo está cansado, não dá para fugir a isso.
– As lesões de Nuno Santos, Daniel Bragança e Pedro Gonçalves ainda estão para durar?
– Espero que venham a curto-prazo… Agora, estão todos fora da equação. Para este jogo, estão fora. Nós acreditamos sempre que, pelo menos, um entre. Depende do dia a dia, do que o atleta sente… É jogar com o tempo e com o dia a dia. Tanto podemos contar a curto-prazo como a médio.
– Gonçalo Inácio é hipótese para o meio-campo?
– É uma das possibilidades. Já o fez, com o Ruben. É um jogador que vem de lesão, que não está preparado para a exigência inicial do jogo, mas sabe jogar ali, pela sua inteligência e capacidade técnica, mas já outros jogaram lá.
