Bruno Lage surgiu, este domingo, na sala de imprensa, para justificar um áudio após o regresso a Lisboa, em que censura os atletas. O técnico lembrou ter sido uma conversa privada de 35 minutos, tornada pública, num pequeno excerto, e com frases fora de contexto e reiterou confiança de Rui Costa, que esteve na conferência de Imprensa, e a ligação com os atletas.
Bruno Lage avançou este domingo para uma conferência de Imprensa especial. O tema focou os últimos acontecimentos vividos no Benfica, com natural destaque para justificar um aúdio a circular nas redes sociais que fala sobre os jogadores. Lage recordou que foi uma conversa privada e que da mesma foram tiradas frases descontextualizadas.
«A questão dos 20 e dos 5 milhões foi pela emoção, um exemplo. Tiramos jogadores e metemos os miúdos? O mercado não é assim e tentei explicar isso aos adeptos. Tem que se perceber o valor investido nos jogadores. Enquanto treinador português, sinto-me em casa, temos todas as condições para fazer um grande trabalho. Continuo a acreditar muito no plantel e podemos fazê-lo crescer», disse o treinador do Benfica.
Bruno Lage voltou a falar sobre os 20 milhões que disse no áudio e explicou o tema. «A questão dos 20 milhões vem de trás. Um adepto disse que a maioria dos jogadores custou 20 milhões e eu usei essa frase. Eu quis-lhes dizer que não se pode tirar assim jogadores, eu usei esses 20 como exemplo. O preço de mercado tem que se ter em consideração. Temos um jogador que passa a treinar na equipa B, o que acontece? Desvaloriza. O presidente está aqui à minha frente nunca me pediu para jogar A, B ou C. Eu sou sempre o máximo responsável», disse Lage, acrescentando: «A minha posição não mina a confiança dos jogadores.»
Bruno Lage explicou outras frases mais polémicas no áudio, nomeadamente a de referir que os jogadores não saltam nos lances de bola parada. «Não saltar? Foi num contexto que tinha acabado de dizer na conferência de imprensa. Uma equipa que vinha em primeiro lugar não podia sofrer aquele tipo de golos. Na situação de bola parada não saltámos, mas foram coisas que falei em conferência de imprensa. As mudanças não se fazem de um dia para o outro», disse, acrescentando: «Preciso do apoio dos adeptos porque o primeiro alvo mais fácil é o treinador. E depois vem outro, outro e outro e não vai conseguir resolver o problema.»
