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Crianças aprendem a separar resíduos em Rio de Mouro

Imagem: SMAS Sintra

Em Rio de Mouro, crianças aprenderam a separar resíduos e foram desafiadas a explorar o processo de reciclagem de embalagens, equipamentos elétricos e baterias, numa experiência tecnológica de sensibilização ambiental.

«Gostei muito desta experiência. Foi muito gira. Aprendi várias coisas, como se reutiliza alguns materiais, quais são os nomes dos ecopontos e onde se devem meter as devidas coisas», contou à Lusa, Bárbara Rodrigues, de 11 anos, após ter visitado com a sua turma o Transformarium.

A visita, que durou cerca de hora e meia, levou que uma turma de 20 alunos do sexto ano de escolaridade da Escola EB 2,3 Damião de Odemira, distrito de Beja, tivesse uma experiência imersiva, conectando-se com o processo de reciclagem através de tablets e ecrãs interativos.

Numa sala de realidade aumentada, na sede da ERP Portugal – European Recycling Platform e da Novo Verde, as crianças são convidadas a percorrer todas as etapas do processo de reciclagem, desde a extração de matérias-primas até ao descarte, enquanto respondem a várias perguntas através de conteúdo digital.

No final, se obtiverem 150 pontos, as crianças podem tirar uma fotografia para mais tarde se recordarem.

Miguel Nobre, de 11 anos, mostrou-se feliz pela experiência, indicando que desconhecia o verdadeiro impacto que os materiais informáticos têm para o meio ambiente.

«Pensava que não fazia assim tão mal ao ambiente. Sabia que fazia mal, mas não tanto», disse, acrescentando que tem o hábito de separar os resíduos em casa. Também Tiago Ruaz, de 11 anos, referiu que gostou dos «vídeos e da realidade aumentada» e que aprendeu que não se deve atirar lixo para o chão.

«Aprendi que há mais ecopontos do que pensava. Pensava que só havia três: o azul, o vermelho e o amarelo», salientou Matilde Gonçalinho, de 11 anos, depois de ter visto o Verdão e o Depositrão «ganharem vida» no Transformarium. Matilde recordou que já tinha aprendido na escola a separar o lixo e que leva novas ideias para casa.

A Escola EB 2,3 Damião de Odemira é um dos estabelecimentos de ensino do país que recolhe anualmente mais resíduos elétricos e eletrónicos, de acordo com a professora de Ciências Naturais Rita Costa.

«Trabalhamos todos os dias com os nossos alunos e até com a comunidade para fazer essa recolha», explicou a coordenadora do programa Eco-Escolas da escola alentejana. A docente ressaltou que ficou «muito surpreendida pela positiva» com os seus alunos por terem «mantido um nível de interesse muito uniforme». Rita Costa assinalou que os seus alunos levam do Transformarium «muitas aprendizagens».

Após receber a primeira escola, a diretora-geral da ERP Portugal, Rosa Monforte, disse que a iniciativa visa ensinar as crianças a gerirem fluxos específicos de resíduos. «É um espaço pedagógico que pretende ser uma experiência imersiva para crianças», realçou.

Segundo Rosa Monforte, com o uso do tablet, as crianças são ensinadas a fazer a reciclagem de embalagens e de equipamentos elétricos «em fim de vida». «Tudo isto tem o objetivo de as ensinar e de as alertar para esta responsabilidade que, no fundo, é sempre a nossa e começa em nós e que é a reciclagem destes equipamentos. Este espaço foi criado especialmente para escolas (…) para crianças até ao segundo ciclo, até aos 12 anos», destacou.

Inaugurado em 06 de fevereiro, o Transformarium representa um investimento de 600 mil euros.

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