O Benfica viaja até Barcelos para acerto de calendário frente ao Gil Vicente em jogo atraso referente à 24.ª jornada da Liga. Bruno Lage fez a antevisão ao desafio esta quinta-feira no Seixal e não acredita em facilidades frente à equipa orientada por César Peixoto.
– Qual a avaliação que faz à equipa do Gil Vicente?
– É uma equipa muito interessante, com jogadores muito bons no terço ofensivo. Exemplo disso foi o golo que nos marcaram no Estádio da Luz. Tivemos a oportunidade de analisar os dois jogos que a equipa fez sob o comando do César Peixoto. Verificámos algumas ideias que eram colocadas por ele no Moreirense, com dinâmicas diferentes. Não sabemos se em função dos jogadores que tem ou se para colocar em prática as suas ideias. Temos de estar na concentração máxima. São finais que temos de disputar e este jogo não foge disso. Temos de conquistar os três pontos.
– Di María, Otamendi e Tomás Araújo regressam aos convocados?
– Sim, os três estão convocados. Cada jogador oferece dinâmicas por força das suas características individuais. Contar com Di María é realmente gratificante. Nós, enquanto equipa técnica, temos de colocá-los a jogar como equipa.
– Considera ser uma luta a dois ou ainda acredita na recuperação de FC Porto e SC Braga?
– Luta a dois? É uma corrida a quatro, apesar de Carlos Carvalhal não colocar o SC Braga. É uma equipa interessante, que se reinventou e apresenta futebol de qualidade. Temos de fazer a nossa parte. Temos falado muito sobre sermos uma família. Há que correr uns pelos outros. Queremos conquistar títulos!
– Depois do Gil Vicente, mas mais à frente, o Benfica defronta Sporting e SC Braga. Aumenta a necessidade de ganhar os próximos três jogos?
– Já passámos por ciclos com enorme exigência. Nas últimas duas jornadas temos de defrontar Sporting e SC Braga. Precisamos de estar numa posição muito boa para disputar o título. Para isso, o jogo de Barcelos é muito importante. Não vale a pena olhar muito para a frente. Vamos entrar em ciclo de jogos consecutivos, pelo jogo em atraso e pela meia-final da Taça de Portugal. Temos de nos concentrar muito no presente para, depois, dentro de um mês e meio olharmos para tudo com o sentimento das melhores decisões e de dever cumprido.
