Home DESTAQUE António Augusto: “Até temos um grupo de teatro que apresenta vários espectáculos”

António Augusto: “Até temos um grupo de teatro que apresenta vários espectáculos”

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O Mem Martins Sport Clube é um dos emblemas mais importante do concelho de Sintra e um dos que tem conseguido melhores resultados sobretudo no Futebol, Judo e Karaté. Neste sentido, JORNAL DESPORTIVO entrevistou António Augusto, presidente do clube e já um histórico dirigente desta colectividade.
O nosso interlocutor começou por dizer que «o Mem Martins Sport Clube é, sem dúvida, o clube mais representativo desta freguesia e um dos maiores do concelho sintrense. Somos um clube desde 1937, temos pautado a actividade por várias modalidades aqui na sede e o Futebol no campo», refere o líder do clube acrescentando que «é um clube que tem uma história muito antiga, já tivemos campeões e tempos agora jovens que vão representar a Seleção Nacional no Campeonato da Europa de Judo».
Em jeito de conclusão sobre a vida do clube, o presidente da colectividade refere que «é um clube que está a crescer, com algumas dificuldades financeiras, como é apanágio de todos; precisávamos de mais apoio, tanto dos sócios como das pessoas que vivem em Mem Martins, sendo uma das maiores Freguesias de Portugal e da Europa; era importante haver uma maior contribuição dessas pessoas, que visitassem o clube, que viessem, que entrassem para sócios, para que o clube pudesse crescer».

«Telhado da sede é um grande problema»

Sobre as maiores dificuldades que o clube atravessa, o dirigente refere que «o telhado da sede é um grande problema, pois chovia imenso no piso superior, e teve de ser reparado, mas precisa de uma intervenção mais profunda, que ainda não foi feita porque é caríssima e Mem Martins não tem possibilidade de custear essas obras; ainda na sede, o palco teve de ser substituído e no campo também foram feitas algumas melhorias, mas outras ficam por fazer, porque não há dinheiro».
Outro facto que leva à falta de verbas é a «dispersão de pessoas pelos vários clubes que existem no concelho de Sintra, que leva a que as verbas sejam poucas; o Mem Martins costuma deslocar-se a localidades onde só há um clube e eles têm boas condições, mas aqui em Mem Martins há quatro clubes, só em termos de futebol, fora as outras modalidades».

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Clube representado em todos os escalões
Em relação ao futebol, «o Mem Martins tem todos os escalões, desde os petizes aos seniores. No entanto, os escalões mais jovens são geridos pela Academia de Mem Martins, uma parceria que o clube fez com duas pessoas e que paga uma arrenda e o Mem Martins ajuda na parte logística».
«Os juvenis, juniores e seniores são geridos pelo clube, cujos resultados têm sido razoáveis, pois há duas equipas [juvenis e juniores] com possibilidades de subir de Divisão, mas os seniores ficaram aquém do que esperávamos, esperávamos que ficassem a meio da tabela mas, pelo menos, conseguimos não descer. Esperávamos, no entanto, mais da equipa de seniores», revela o presidente do clube.
Apesar de vários clubes sintrenses estarem a apostar no futebol feminino, que está a crescer «a olhos vistos» no nosso País, o Mem Martins recusa entrar nessa aventura, não porque não gostava, mas porque «só temos um campo de futebol e está sempre cheio, não temos horários para encaixar o futebol feminino; ainda se falou com a câmara sobre a construção de um campo de futebol de 7 nos terrenos vazios que estão lá perto, mas a autarquia não permitiu, pois pretende construir um pavilhão nesses terrenos».

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«Gastar só o que há…»

Quase a terminar este mandato, o actual presidente fez ainda uma análise ao trabalho desenvolvido nos últimos tempos, nomeadamente «a colocação de novos tapetes de relva no estádio, a construção de uma nova pala, pois a anterior estava cheia de ferrugem e estava em risco de queda, pintura das bancadas e pequenos melhoramentos, pois trata-se de um campo velho e precisa sempre de melhorias, onde se gasta dinheiro».
«Além destas obras, ainda desentupimos canos e a água saltava. Na sala de presidentes da sede fizemos um chão novo e não fizemos mais porque não há dinheiro e esta direcção só quer gastar o dinheiro que há para não ficar com dívidas muito grandes e assim podermos dormir descansados, apesar de haver pessoas que acham que devíamos fazer obras, obras e mais obras, mas não percebem bem o que é gerir um clube e até são pessoas que deixam os seus negócios irem à falência e nós não queremos isso para o nosso clube», refere ainda o líder do MMSC.
Ainda sobre verbas e obras, o nosso entrevistado acrescenta que «sempre que aparecem 400 ou 500 euros «a mais» compramos uma caldeira, ou uma máquina de lavar e secar roupa, pois
lavamos muita roupa e por vezes a máquina avaria e temos de comprar uma nova».

Número de associados ronda os 600

Sobre as restantes modalidades, o presidente do clube referiu que «existem algumas como o judo, que está muito forte, o karaté também está muito forte, temos ginástica de formação até adultos, temos ballet, danças contemporâneas e hip-hop, yoga, pilatos e temos também um grupo de teatro, que apresenta vários espectáculos de muita qualidade; temos ainda bailes, todos os domingos, e queremos ajudar estas modalidades a crescerem, ou seja, aumentar o número de atletas».
O Mem Martins Sport Clube tem 292 atletas nas modalidades «de pavilhão» e 350 só no futebol, enquanto o número de sócios ronda os 600, «o que é pouco e temos de ter maneira de aumentar os sócios, queremos aumentar os sócios; antigamente, os pais tinham de ser sócios para poderem colocar os filhos a praticarem modalidade no clube mas depois o filho ia-se embora, por vicissitudes da vida, e os pais deixavam de pagar as quotas; depois acabámos com isso e nesta nova época queremos implementar de novo o mesmo método, pois a quota é apenas dois euros».

«Crescer com os pés bem assentes na terra»

Projectando o futuro, o líder do clube refere que «daqui a cinco anos já não estarei no clube, pois penso ainda continuar na terra; já não era para fazer os próximos dois anos, se aparecesse alguém nós não avançávamos, não sei se vai aparecer alguém, mas o importante é que o clube cresca, mas cresça com os pés assentes na terra para não acontecer o que acontece com outros clubes que crescem muito e de repente ou fecham ou ficam com problemas financeiros gravíssimos e aqui nós não queremos isso; iremos melhorando grau a grau, tentando que este ano seja melhor que o anterior, e que o próximo seja melhor que este».

Apelo aos leitores do JORNAL DESPORTIVO

A terminar, António Augusto deixa uma palavra a todos os leitores do nosso jornal: «Gostava que visitassem o clube, que fossem ao campo, que viessem à sede, que falassem connosco, que dessem ideias positivas e que ajudassem, pelo menos entrassem para sócio, para que pudéssemos crescer ainda mais; ficamos cá à espera dessas pessoas».

João Pereira

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