A urbanização Vila Chã e Alfragide Sul são as duas zonas do concelho da Amadora que passaram a integrar a rede de recolha de biorresíduos no setor doméstico, com a instalação de 26 abrigos metálicos, informou a autarquia.
A Câmara da Amadora, em comunicado, avançou “a expansão da recolha de biorresíduos no setor doméstico a mais duas zonas da cidade: Urbanização Vila Chã (Mina de Água) e Alfragide Sul”, onde “já se encontram instalados 26 abrigos metálicos que contêm no seu interior os contentores para deposição de biorresíduos pela população”.
“Estes abrigos estão equipados com fechadura eletrónica e de acesso condicionado, de modo a evitar deposições indevidas e a contaminação dos resíduos”, lê-se na nota.
Segundo a autarquia do distrito de Lisboa, a partir do próximo fim de semana os residentes nestas duas áreas vão receber a visita de “uma equipa de sensibilização que fará a entrega de um balde para a deposição dos resíduos alimentares domésticos e o seu transporte até aos contentores da via pública”, e de uma ‘tag’ Rfid (etiqueta de identificação por radiofrequência) que “permitirá efetuar a abertura dos contentores” de 240 litros.
O projeto é financiado pelo Fundo Ambiental e a adesão poderá ser feita também através de contacto telefónico 930570090.
Desde 2005, através do programa “+Valor”, a Câmara da Amadora, em articulação com a empresa Valorsul, efetua a recolha seletiva de biorresíduos no setor não doméstico (restaurantes, escolas, cantinas, mercados, frutarias, entre outros, num total de 204 entidades), “tendo recolhido no ano passado cerca de 1.580 toneladas de biorresíduos”.
A recolha foi alargada, em 2024, ao setor doméstico, por via do lançamento da campanha “Dar valor ao que é bio” em quatro zonas da cidade: Alto do Moinho (freguesia de Alfragide), Urbanização Casas do Lago e bairro do Borel (Venteira) e Urbanização Serra das Brancas (Mina de Água).
De acordo com a autarquia, nestas zonas, no ano passado, foram recolhidas cerca de 100 toneladas de biorresíduos e os resíduos recolhidos são encaminhados para a Estação de Tratamento e Valorização Orgânica, situada na Amadora, e transformados em adubo natural e produzem energia elétrica a partir do biogás gerado no processo.
A recolha de biorresíduos domésticos teve início em 30 de janeiro de 2024 e, dos 2.405 alojamentos abrangidos, 54% aderiram ao projeto e apenas 4% recusaram, referiu ainda a autarquia, acrescentando que não foi possível estabelecer contacto em 40% dos alojamentos, por não ter sido aberta a porta, tendo sido deixado um aviso com os contactos para poderem aderir ao projeto.
A Câmara da Amadora procedeu, entretanto, à instalação de placas neutralizadoras de odores nos abrigos metálicos que contêm contentores para deposição de biorresíduos, com o objetivo de reduzir os maus cheiros e promover um ambiente mais agradável para os moradores e transeuntes.
“A iniciativa faz parte do esforço contínuo da autarquia para promover práticas mais sustentáveis e melhorar as condições de higiene e saúde pública”, salientou.
A recolha seletiva de biorresíduos será alargada faseadamente a todo o concelho até 2030.
Aposta na reestruturação de processos
A TRATOLIXO investiu recentemente em alterações significativas na sua operação, apostando na reestruturação de processos e em equipamentos, o que permitiu alavancar a recuperação de diversos materiais nas suas instalações.
Nos primeiros cinco meses de 2025, a empresa registou um expressivo aumento de 30% na recuperação de matéria orgânica, 56% dos outros valorizáveis e cerca de 50% dos metais ferrosos.
Os resultados obtidos na matéria orgânica e noutros valorizáveis foram possíveis devido à alteração de funcionamento da Central Industrial de Tratamento de Resíduos Sólidos (Tratamento Mecânico), que passou a funcionar com três turnos, em vez de dois, com paragens programadas para manutenção e limpeza técnica. O aumento registado na recuperação dos materiais ferrosos deveu-se à relocalização do separador magnético desta unidade.
A TRATOLIXO investiu ainda na instalação de uma nova tecnologia num dos separadores óticos, na Central de Triagem de Embalagens, que permitiu um incremento de 12% nas embalagens PET garrafa.
“Com os investimentos realizados, esperamos potenciar a curto e longo prazo a nossa operação. Trabalhamos diariamente na procura de novas soluções que permitam alavancar e otimizar as unidades de triagem, tratamento e valorização dos resíduos e esta aposta recente segue essa linha de atuação, que assenta no rigor e na eficiência”, adianta o Presidente do Conselho de Administração da TRATOLIXO, Nuno Soares.
