O FC Porto venceu o Famalicão, por 4-1, em jogo a contar para os Oitavos-de-Final da Taça de Portugal Generali/Tranquilidade, disputado no Estádio do Dragão, na cidade invicta.
Os golos da partida foram marcados por William Gomes (aos 6 minutos), Victor Froholdt (aos 38 minutos), Samu (aos 80 minutos) e Pepê (aos 89 minutos) para os “azuis-e-brancos” e por Justin de Haas (aos 13 minutos) para o conjunto minhoto.
Sabendo que o Benfica tinha ganho na véspera e “carimbado” o passaporte para os “Quartos”, o FC Porto era “obrigado” a fazer o mesmo para termos um “clássico” na próxima ronda na prova rainha.
Assim, foi sem surpresa que vimos um FC Porto entrar em campo disposto a marcar cedo para gerir o tempo e o resultado, embora tenha deixado no banco de suplentes, jogadores nucleares como Rodrigo Mora e Samu.
Como já se esperava, a pressão inicial deu frutos, e logo aos 6 minutos os “azuis-e-brancos” adiantaram-se no marcador, por intermédio de William Gomes.
A vencer, o FC Porto começou a baixar as linhas, a gerir o tempo, mas via-se que a “segunda equipa” não conseguia responder do mesmo modo que os jogadores mais utilizados, e o Famalicão passou a acreditar que poderia fazer uma surpresa.
Ainda antes do quarto-de-hora inicial, os minhotos chegam ao empate, com um cabeceamento certeiro de Justin de Haas, na sequência de um pontapé de canto.
Com 1-1 no marcador, o Famalicão passou a ser mais perigoso, e esteve um par de vezes perto do 1-2, o que deixou Francesco Farioli “à beira de um ataque de nervos” e a pedir mais atitude â sua equipa.
Aos 38 minutos, Victor Froholdt fez-lhe a vontade e desfaz o empate, concluindo com êxito uma jogada onde a velocidade e a simplicidade de processos fez toda a diferença.
Ainda antes do intervalo, mais um episódio de polémica nesta ronda da Taça de Portugal, Pepê aparece estatelado na grande área e o árbitro assinala livre direto a favor dos “azuis-e-brancos”, dizendo que a falta ocorreu fora da ´área de rigor.
Ora, nas imagens é claramente visível que a falta ocorre dentro da grande área, apesar da queda do jogador do FC Porto parecer um pouco forçada; aqui consideramos que há um duplo erro do árbitro ao assinalar falta e fora da área, e um erro do VAR que não chamou o árbitro para este não marcar nada ou grande penalidade.
Farioli, bastante nervoso esta noite, virou a sua ira e nervosismo para a equipa de arbitragem e parece-nos ter visto o cartão vermelho, assim como Lucho Gonzalez (agora diretor-técnico dos dragões), mas ambos aparecerem no relvado na segunda parte, o que indica que os cartões foram mostrados a outros elementos.
Se a existência de cartões para os elementos do banco de suplentes era uma medida para acabar com a confusão de quem tinha recebido ordem de expulsão, esta só veio ainda confundir mais, pois o banco de suplentes tem mais elementos que jogadores em campo e quando acontece algo tudo se levanta e o árbitro em vez de isolar o elemento que quer expulsar mostra o cartão vermelho em direção a um “cacho” de pessoas. Outra das medidas que devia ser adotada, era a paragem do jogo pelo árbitro enquanto o elemento expulso não abandonasse a zona, pois muitas das vezes quando treinadores-adjuntos, diretores técnicos e médicos são expulsos, estes ficam no banco de suplentes fazendo parte ativa do desafio.
Voltando ao jogo, importa dizer que do livre não resultou nada e o FC Porto foi para o intervalo a vencer por 2-1.
Logo no início da segunda parte, o técnico italiano do FC Porto apercebeu-se que teria sérias dificuldades em vencer confortavelmente, lança Rodrigo Mora e Samu, que mudam radicalmente o sentido do jogo, pois o FC Porto passou a dominar, não dando qualquer possibilidade de resposta ao Famalicão.
O avolumar do resultado era apenas uma questão de tempo, mas os últimos 2 golo só surgiram nos 10 minutos finais.
Com este resultado, vamos ter “clássico” no mês de Janeiro, que pode vir a ser terrível para o Benfica, pois vai defrontar FC Porto, Juventus e Real Madrid, e ainda antes deste ciclo pode defrontar o Sporting, se ambos se apurarem para a Final da Taça da Liga.
