O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) alertou, esta 5ª Feira, para o facto do futuro Hospital de Santa Maria Maior já vai nascer “condicionado”.
O SMN desaprova o facto da unidade de saúde ser de gestão privada, “colocando em causa o interesse público, a qualidade dos cuidados de saúde e as condições de trabalho dos profissionais”.
Os médicos também não aprovam a opção das Parcerias Publico-Privadas (PPP), anunciadas pelo Ministério da Saúde, pois consideram “um grave retrocesso para esta ULS e para o SNS, permitindo que cerca de 1,8 milhões de euros de investimento público possam vir a sustentar um modelo de gestão orientado para o lucro”.
“Os resultados apresentados pelas PPP omitem a engenharia financeira que exclui cuidados de saúde complexos e dispendiosos, distorcendo a avaliação real do impacto destes modelos; os acordos de transferência de gestão assentam na redução de custos face à gestão pública, o que conduz a deterioração dos cuidados prestados à população e à precarização das relações laborais, incluindo médicos com vínculo ao SNS e protegidos pelos Acordos Coletivos de Trabalho; os médicos exigem respostas”.
No próximo dia 31 de Março, pelas 12h00, o SNS vai reunir com os médicos da ULS de Barcelos/Esposende no âmbito da “Caravana da FNAM” para discutir Acordos Coletivos de Trabalho, direitos e problemas laborais.
