Profissionais concentram-se junto ao Ministério da Saúde, entre as 11h00 e as 14h00, para exigir a aplicação do Acordo Coletivo de Trabalho e o reconhecimento dos direitos de carreira.
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra voltam a fazer greve na quinta-feira, 29 de outubro, com uma concentração em frente ao Ministério da Saúde, entre as 11h00 e as 14h00. A iniciativa pretende pressionar o Governo a intervir num conflito relacionado com a aplicação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos hospitais do setor empresarial do Estado (EPE).
Em causa está a decisão da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) de não viabilizar um entendimento previamente alcançado entre o Conselho de Administração da ULS Amadora/Sintra e o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS).
O acordo previa a possibilidade de os profissionais com contrato individual de trabalho aderirem ao ACT aplicável aos hospitais EPE, contemplando a reconstituição das respetivas carreiras e o pagamento dos retroativos devidos. No entanto, a posição assumida pela ACSS impediu a concretização da solução negociada.
Segundo Luís Dupont, presidente do STSS, esta será a terceira greve desde 30 de setembro, uma situação que, na perspetiva do sindicato, poderia ter sido evitada. O responsável considera que o entendimento alcançado com a administração da ULS permitiria resolver o diferendo, mas que a decisão da ACSS prolongou as desigualdades entre profissionais.
O sindicato pede agora a intervenção do Governo para desbloquear o processo e garantir condições de igualdade entre os trabalhadores da ULS Amadora/Sintra e os profissionais de outras entidades públicas empresariais do setor da saúde.
Entre as principais reivindicações estão a adesão ao Acordo Coletivo de Trabalho, a reconstituição das carreiras e o pagamento dos retroativos correspondentes.
A paralisação poderá afetar a realização de exames e de outros procedimentos de diagnóstico e terapêutica, com possíveis repercussões em consultas e cirurgias programadas que dependam destes serviços.
Durante o período de greve serão assegurados os serviços mínimos legalmente previstos, incluindo as situações urgentes, os cuidados oncológicos abrangidos pelo pré-aviso e os restantes atos cuja continuidade seja considerada indispensável.
