Bruno Lage não concorda que o Sporting esteja mais forte devido ao facto de ter mais um dia de descanso ou por ter derrotado o Benfica e FC Porto. O treinador encarnado assumiu o Benfica tem condições para ganhar esta final, está satisfeito com o rendimento de Andreas Schjelderup e nega que a vantagem esteja do lado do Sporting.
– Quais as expetativas para o jogo com o Sporting?
– Sem dúvida que são as melhores. Queremos vencer, preparámos bem o jogo, técnica, tática, estratégia e emocionalmente. Estamos prontos para fazer um bom jogo e vencer. O mais importante é jogarmos a final e podermos alterar o número de Taças da Liga conquistadas pelo Benfica.
– Vantagem psicológica está do lado do Sporting?
– Não. Se assim fosse, poderia ter essa resposta sobre o jogo com o SC Braga. Não acredito nesse tipo de vantagens, mas sim em termos a mentalidade certa para fazermos um bom jogo. Preparámo-nos muito bem para jogarmos bem, sermos fortes na pressão e, quando estivermos no nosso melhor, marcar os golos.
– Benfica tem menos um dia de descanso do que o Sporting. Desvantagem?
– Não disse que o nosso adversário tinha vantagem nem nós desvantagem. Uma coisa é termos várias competições, e, o calendário sendo apertado, termos essa sequência de jogos, mas, numa competição onde há duas meias finais, na minha opinião, no mínimo, devia haver três dias entre jogos. É a minha opinião. Os jogadores têm estado disponíveis para aprender e fazer crescer a nossa maneira de jogar.
– Qual o significado de chegar ao jogo 100 à frente da equipa técnica do Benfica?
– É especial por ser uma final. Aquilo que mais queremos na carreira é conquistar títulos.
– Andreas Schjelderup vai a jogo?
– A verdade é que ficámos muito satisfeitos com o rendimento dele no jogo com o SC Braga. Correspondeu. Todos estão disponíveis para a final. Quero que a equipa tenha capacidade de nos reorganizarmos, termos um futebol ofensivo e sermos consistentes. Independentemente das alterações que possa fazer, não perdemos a dinâmica ofensiva. Esse é o principal objetivo.
– O Mercado de Janeiro pode prejudicar o rendimento dos jogadores?
– Muitas vezes, os jogadores desistem de lutar por uma posição. Querem que aconteça tudo muito rapidamente. Há 20 ou 30 anos, era tudo muito mais devagar. Apareciam jogadores com mais paciência, os agentes tinham mais paciência, para lutar contra a adversidade. Se educarmos estes miúdos novos a, na primeira dificuldade da vida, saírem daqui para outro lado, na mesma janela de mercado vão fazer a mesma coisa. Esta é a exigência de clube grande. Temos de ajudar toda a gente a adaptar-se.
