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Animais retirados de associação em São João das Lampas após denúncias de negligência

Imagem: ComRaça - Equipa de Resgate Animal

A autarquia de Sintra anunciou que vai resgatar duas centenas de animais  acolhidos em condições de «negligência e maus-tratos» por uma associação do concelho, na sequência de uma denúncia de uma organização de resgate animal.

Segundo avançou a ComRaça – Equipa de Resgate Animal, na sequência de uma denúncia, a organização de Matosinhos, deslocou-se a São João das Lampas, concelho de Sintra, alertando para «a existência de um espaço, gerido por uma associação de proteção animal, onde se encontram diversos animais em condições de aparente negligência e maus-tratos».

«Os animais não têm condições nenhumas para estar aqui», a proprietária «não tem condições nenhumas para cuidar dos animais, tem uma clínica veterinária clandestina dentro de casa onde efetua os procedimentos médico-veterinários nos animais», contou à Lusa, Ana Pinto da Costa, da ComRaça.

A associação Salvação foi visitada por elementos da ComRaça, do Gabinete Médico Veterinário Municipal, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR e da Direção-Geral Alimentar e Veterinária (DGAV).

Ana Pinto da Costa referiu que, na casa da profissional de saúde, foram encontrados «cerca de 30 animais», idosos, doentes, com feridas, numa «situação que tem tudo para as autoridades atuarem».

A Câmara de Sintra, em resposta à Lusa, confirmou que só teve conhecimento na sexta-feira da situação e que os serviços municipais, com o Sepna da GNR, DGAV e ICNF procederam «à imediata vistoria e verificação da denúncia, tendo identificado um total de 15 animais de companhia com sinais de negligência e maus-tratos».

Os 15 animais foram «acolhidos nas instalações municipais para a devida assistência médica», tendo sido «identificados diferentes tipos de animais», de companhia, como cães e gatos, e de pecuária, como «cavalos, lamas, burros, póneis e porcos». «Dos factos, resultará com a maior brevidade um relatório conjunto, elaborado pelas entidades presentes, que possibilitará solicitar mandato judicial para a retirada coerciva de todos os animais existentes no espaço», concluiu a autarquia.

Por seu lado, Ana Pinto da Costa revelou que a ComRaça ficou com «seis canídeos e três gatos da casa da proprietária», que estavam «em piores condições e a precisar de mais cuidados».

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