O piloto de Sintra e o navegador Carlos Magalhães disputam o Rally 6 Cities North of Portugal, de 23 a 25 de outubro. A prova conta para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o Campeonato da Europa, num percurso que promete grandes dificuldades.
Paulo Neto e Carlos Magalhães regressam à competição entre 23 e 25 de outubro, para participar no Rally 6 Cities North of Portugal, uma das provas mais exigentes da temporada. Ao volante de um Škoda Fabia Rally2, a dupla prossegue a sua participação no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), numa prova organizada pelo Demoporto e também pontuável para o Campeonato da Europa de Ralis (ERC).
Depois de terem terminado no 10.º lugar da classificação geral do CPR no Rallye Casinos do Algarve, onde regressaram aos pisos de terra, os dois pilotos enfrentam agora uma concorrência nacional e internacional de elevado nível.
Troços míticos e ligações longas
O percurso recupera alguns dos troços mais emblemáticos dos ralis portugueses e exige uma gestão rigorosa do andamento, da concentração e do desgaste ao longo dos vários dias de competição.
«Será fundamental gerir bem o andamento, manter a concentração e evitar problemas ao longo de todo o rali», afirma Paulo Neto, que destaca a extensão dos troços cronometrados e as longas ligações, sobretudo no primeiro dia.
O objetivo da equipa passa por voltar a terminar entre os dez primeiros classificados do Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto reconhece, contudo, que a extensão e a exigência da prova tornam essencial manter a regularidade e evitar erros.
«Queremos fazer uma prova competitiva, manter um bom andamento e lutar pelo melhor resultado possível», explica Paulo Neto, sublinhando a importância de chegar ao final sem problemas.
Paulo Neto critica regras relativas à ordem de partida
Além dos desafios desportivos, o piloto de Sintra manifesta reservas quanto à ordem de partida dos concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis numa prova que também integra o calendário europeu.
Paulo Neto contesta que os participantes do campeonato nacional tenham de partir atrás de todos os concorrentes do Europeu, a menos que paguem 8000 euros para alinhar junto dos principais pilotos da competição europeia.
«Estamos a falar de pilotos que disputam o mesmo campeonato nacional, mas que acabam por competir em condições diferentes», considera o piloto, defendendo uma reflexão por parte da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) sobre esta situação.
A Paulo Neto Sport conta, em 2026, com o apoio técnico da ARC Sport e agradece o contributo dos parceiros que acompanham a equipa ao longo da temporada.
