
Pedro Alves (SMAS Sintra) e Laura Grilo (Clube Praças da Armada) foram os grandes vencedores da 34.ª edição da Corrida Fim da Europa, prova que contou com a participação de três mil inscritos e que ligou, este domingo, a Vila de Sintra e o Cabo da Roca na distância de 17 quilómetros.
Em segundo lugar na prova masculina, a 53 segundos do vencedor, ficou Bruno Lourenço que chegou a ter 30 segundos de vantagem sobre Pedro Alves, detentor do título campeão regional de estrada. No entanto, nos dois derradeiros quilómetros, já na descida da Azóia para o Cabo da Roca, Pedro Alves ultrapassou Bruno Lourenço (GFD Running), vencendo um atleta com várias vitórias na prova. O terceiro lugar foi conquistado pelo francês Léo Roulleau (Fontainebleau).

Já na geral feminina, voltou a vencer Laura Grilo, à frente de Anna Ioganssen (individual) e Caroline Claassen (Ericeira Runners). A sargento da Marinha e atleta do Clube Praças da Armada foi a grande vencedora da prova feminina.

SMAS Sintra vence por equipas
Atleta federado, que integra a equipa Run Tejo-Prevent Sprain, Pedro Alves representou a equipa dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS Sintra), onde desempenha a sua atividade profissional na área do Atendimento Comercial e Cobrança do Departamento Comercial.

Os SMAS Sintra venceram por equipas, graças ao 13.º lugar de Miguel Valente e ao 29.º de Bruno Costa. No segndo lugar ficou o Monsanto Running Team e a equipa da CCD Crédito Agrícola. Além de ter ganho individual e coletivamente os SMAS Sintra foram a equipa mais numerosa, com 35 elementos a cortarem a linha de chegada no ponto mais ocidental do continente europeu.

Corrida centra atenções nas causas ambientais
Esta 34.ª edição da Corrida Fim da Europa voltou a centrar atenções em torno das causas ambientais, com preocupações em relação à redução e à correta deposição de resíduos e fomentando o consumo consciente e eficiente de água da torneira, promovendo a sua qualidade.

A prova, que reuniu participantes de 47 países, foi marcada pelo vento e chuva e contou com três mil inscritos mas «apenas» 2406 terminaram a prova, oferecendo muita animação entre o «coração» da Vila de Sintra e o local emblemático «onde a terra se acaba e o mar começa», como apresentou Luís de Camões
Os atletas dispunham de duas horas e meia para completar a prova, sendo divididos em dois grupos, com partidas às 10h00 e às 10h15, dadas as condicionantes naturais do local de arranque da prova.

Para reduzir a produção de resíduos, por seu turno, foram distribuídos copos reutilizáveis. Também ao longo do percurso, foram reforçados os equipamentos de deposição de resíduos urbanos, em particular os destinados ao plástico, sendo conferida ainda uma atenção particular aos biorresíduos que resultaram da oferta de alimentos (como fruta) por parte da organização no final da corrida.
Inscrições esgotaram
As inscrições esgotaram numa prova que arrancou junto à Fonte Mourisca e ligou o ponto mais ocidental do continente europeu, com passagem por zonas emblemáticas como a Rampa da Pena e a área florestal junto ao Santuário da Peninha, com a parte final a contemplar o percurso com vista para o Oceano Atlântico, com a meta junto ao Cabo da Roca, onde teve lugar a entrega de prémios.

À semelhança dos anos anteriores, os SMAS de Sintra aproveitaram esta competição, classificada por muitos como «a prova mais bonita do mundo», para potenciar a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis, por parte dos atletas, tanto ao nível do abastecimento de água como da deposição de resíduos.

Para reduzir a produção de resíduos, os SMAS de Sintra disponibilizaram copos reutilizáveis. Mas, dado o cariz do evento, durante o percurso, foram reforçados os equipamentos de deposição de resíduos urbanos, em particular os destinados ao plástico, tendo sido conferida ainda particular atenção aos biorresíduos que resultam da oferta de alimentos (como fruta) por parte da organização no final da prova.










