O Sporting recebe, esta segunda-feira (20h15), o Estoril-Praia em jogo da 24.ª jornada da Liga. Os leões recebem uma equipa que surge motivada no sétimo lugar e que não perde há oito jogos consecutivos.
Rui Borges reconheceu que a equipa vai sentir dificuldades no desafio com o Estoril-Praia e numa altura em que continuam indisponíveis vários dos habituais jogadores titulares.
– Como perspetiva o desafio com o Estoril-Praia?
– Temos de olharmos muito mais para nós do que para o nosso adversário, que realmente está numa fase positiva, com uma dinâmica de jogo muito boa, bem adquirida, confiante e que não perde desde Dezembro. O Estoril Praia é uma equipa que nos vai criar dificuldades, mas também tem de estar ciente de que vai defrontar o primeiro classificado e que também vai ter muitas dificuldades em Alvalade.
– Viktor Gyokeres está ok para o jogo?
– Sim, está recuperado e pode jogar 90 minutos, o Morten Hjulmand e o Jeremiah St. Juste continuam de fora, o Geny Catamo ainda está à procura da melhor forma e o Alexandre Brito está em dúvida. Dizemos sempre que o azar de uns é a sorte de outros. Os miúdos têm tido a oportunidade de trabalhar connosco, de se estrear e de concretizar um sonho.
– Adaptações à vista?
– Sim, tenho sempre de fazer adaptações, a linha de quatro ou de cinco ou o sistema é muito subjetivo e, por isso, mais do que a estrutura em si, é tentar ir ao conforto dos jogadores que temos disponíveis e adaptarmo-nos aos comportamentos e qualidades individuais. Zeno Debast, por exemplo, tem características adaptáveis, percebe que a equipa precisa disso e por isso tenta, ajuda e ouve. Tem tido uma capacidade enorme de querer aprender e não se queixa por não jogar na posição dele. Está sempre disponível e feliz no seu dia-a-dia. Facilmente vai ser um líder e um bom capitão no futuro.
– A equipa está inspirada?
– Bom, inspiração já se viu em alguns momentos porque, até aqui, não foi tudo mau. Houve inspiração em vários jogos e atitude também houve, apenas faltou na primeira parte do jogo frente ao Gil Vicente FC. Por isso, disse que foi a pior primeira parte que fizemos desde que cheguei. Eu quero é ganhar e sei que às vezes vamos ganhar na atitude, que foi o que aconteceu lá. Por tudo isto, não temos tempo para fazer músicas bonitas, mas temos de ter atitude e ser eficazes, competentes, e com o tempo teremos mais qualidade e durante mais tempo. Isso leva tempo, não me vou lamentar, mas no futuro irá aparecer durante mais tempo.
– O Sporting já é uma equipa à imagem de Rui Borges?
– Bom, na verdade não temos conseguido implementar a nossa ideia de jogo e isso percebe-se, se virem o trajeto desta equipa técnica. Não temos tido tempo para treinar, mas, mais do que isso, não temos tido os jogadores disponíveis. Juntando a isso, a equipa não estava feita para o modelo do Rui Borges, estava feita para um estilo muito próprio do Ruben, e logo por aí, tinha de haver algumas adaptações. Por tudo isso, tem sido um desafio diferente para nós enquanto equipa técnica. Tentamos adaptar-nos, mas claramente estamos longe da ideia Rui Borges.










