Chama-se Ângela Costa, é da Covilhã, e recentemente sagrou-se campeã do mundo de matraquilhos, em competição realizada em Paris, após vencer cinco jogos na final.
Incentivada pelo marido, a jovem começou a participar em torneios pela Associação de Matraquilhos de Castelo Branco. Desde então, já lá vão mais de dez anos, a assistente de um lar sénior da sua terra natal, tem acumulado títulos nacionais e internacionais, como o referido troféu alcançado na capital francesa. É campeã nacional em singles e a pares, este último conseguido com a sua filha Melinda, que tem apenas dez anos.
Entretanto, em Maio, Ângela Costa tem novo desafio pela frente. Vai estar nos Estados Unidos, na cidade de Dallas, para defender o título mundial numa modalidade que em Portugal ainda não é levada a sério, e onde, consequentemente, os apoios não abundam. A tarefa não se adivinha fácil pois terá de defrontar concorrência muito forte.
É no centro de treinos da Associação de Matraquilhos e Futebol de Mesa de Castelo Branco, que Ângela consegue treinar, duas vezes por semana, em mesas especiais, iguais às utilizadas nas competições internacionais.
Isto porque a mesa tradicional portuguesa, de madeira e chumbo, não é reconhecida pela Federação Internacional. Mesmo a técnica de jogo é diferente da que vulgarmente se pratica.










