No final da partida com o Sporting, o treinador do Estrela da Amadora, José Faria, comentou o encontro e reconheceu que o resultado poderia ter sido outro…
– Qual a análise que lhe merece este encontro?
– Primeiro quero dar os parabéns à Catarina Campos, uma árbitra que se estreou na Liga. Depois, não vou falar de arbitragem, porque é sempre muito subjetivo.
– Resultado é demasiado pesado?
– Faltaram-nos jogadores para conseguirmos outro resultado. Até ao momento da expulsão o jogo estava equilibrado e isso obrigou-nos a fazer uma substituição. Jogar contra o Sporting já é difícil, jogar com menos um desce cedo, e depois de uma falta em que o Miguel Lopes sai lesionado. A verdade é que perdemos quatro jogadores para o próximo jogo.
– Os números não traduzem o aquilo que se passou em campo?
– Tivemos o jogo equilibrado quase até ao intervalo, mas depois da possível falta do Alan Ruiz e do cartão amarelo, o lance mexeu emocionalmente com ele. Sabíamos que retirando a profundidade ao Sporting, que vive muitos dos espaços nos corredores, conseguíamos anular o adversário.
– O Estrela não fez remates enquadrados à baliza do Sporting…
– Sim, é verdade, mas permitimos muito pouco ao Sporting. Depois daquela reentrada inicial, mesmo com dez, a estratégia passava por manter a linha de três médios. A ideia da entrada do Jovane Cabral também era para numa bola parada ou num momento de transição podermos surpreender o Sporting. A estratégia passava por aí, mas o jogo ficou muito difícil com tantas incidências. Se os astros estivessem alinhados podíamos ter levado outro resultado para a segunda parte, mas com tantas incidências, ficou impossível darmos outra resposta.










