O Benfica venceu os espanhóis do Real Madrid, por 4-2, em jogo a contar para a 8ª e última Jornada da Fase de Liga da Liga dos Campeões, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.
Os golos da partida foram marcados por Andreas Schjelderup (aos 36 e 53 minutos) e por Vangelis Pavlidis (aos 45 minutos) para os “encarnados”, e por Kylian Mbappé (aos 30 e 57 minutos) para os “merengues”
Era preciso um milagre, e ele aconteceu, protagonizado pelo herói mais improvável de todos!
Depois de 5 derrotas e apenas duas vitórias, o Benfica estava em “maus lençóis” para continuar na competição, pois tinha de vencer o Real Madrid e esperar uma conjugação de resultados favorável.
Poucos acreditavam, mas José Mourinho era um desses poucos, e montou uma equipa coesa e assertiva capaz de surpreender os espanhóis.
No entanto, o Real foi o primeiro a marcar, por intermédio do inevitável Kylian Mbappé, mas ainda antes do intervalo Andreas Schjelderup (que fez uma grande exibição e foi considerado o melhor em campo) empatou e Vangelis Pavlidis, aos 45 minutos, na cobrança de uma grande penalidade fez a “remontada” e deixou os “encarnados” em vantagem.
Na segunda metade, Andreas Schjelderup voltou a fazer o “gosto ao pé” e deixou todos os adeptos completamente descansados, pois a vitória (e o apuramento para os 16 Avos-de-Final) certamente náo iria fugir.
Mas, e há sempre um mas no Futebol, quem tem Mbappé tem quase tudo e o francês volta a marcar e a complicar as contas dos “encarnados”.
 medida que o tempo ia escoando, os outros jogos da jornada iam terminando (começou tudo à mesma hora) e nos últimos minutos percebeu-se que o Benfica precisava de um golo para garantir o apuramento.
No entanto, os jogadores pareciam “acomodados” com o resultado, pois jogavam para trás, o guarda-redes agarrava na bola e deitava-se no relvado para perder tempo, e os adeptos iam perdendo a paciência.
Quando já todo o estádio pedia a bola na frente, e até Rui Costa na bancada VIP berrava a plenos pulmões, um treinador adjunto teve a ideia de chegar perto do guarda-redes e transmitir-lhe que ainda faltava um golo.
Assim que o jogador ucraniano recebeu a informação, lançou a bola na frente e o Benfica consegue ganhar um livre direto a 20 metros da grande área; Mourinho pede a Fredrik Aursnes para cobrar a falta e para Anatoliy Trubin subir até perto da baliza, pois o Real Madrid jogava com 9 elementos (tinham sido expulsos 2 jogadores dos “merengues”).
Os segundos que a bola levou dos pés de Aursnes até à cabeça de Trubin pareciam intermináveis, mas tudo acabou em festa, pois o guarda-redes conseguiu bater o seu colega de posto e marcar o golo que faltava.
Nesta altura já todos os outros jogos tinham terminado e sabia-se que o apito final era o sinal para a festa rebentar.
E ela rebentou!
O Benfica passa para os 16 Avos-de-Final, onde vai defrontar ou o Inter de Milão ou este mesmo Real Madrid, devido à classificação de ambos os adversários.
O sorteio realiza-se no próximo dia 30 de Janeiro, às 11h00 (hora de Portugal Continental), em Nyon (Suíça).










