Kevin Steinert e Paul Gavino, jogadores que alinham em equipas dos concelhos de Sintra e Amadora, foram titulares no empate (3-3) da Seleção de Lisboa frente ao Arthurian League, no jogo da primeira jornada do Grupo 2 da fase final da UEFA Regions Cup.
Kevin Steinert, que representa o Mucifalense, equipa da 3.ª Divisão da Associação de Futebol de Lisboa, fez a sua estreia e não escondeu o orgulho por representar a Seleção de Lisboa. Em entrevista ao site Futebol Online, o atacante português começou por reconhecer a importância de ter sido convocado para representar a seleção orientada por Marco Guerreiro.
«É sempre uma honra ser chamado à seleção de Lisboa, é sinal que temos qualidade. Seja em que seleção for. Não esperava esta chamada, fiquei surpreendido mas quero sempre mais e mais», afirma o médio do Mucifalense, acrescentando: «Os meus companheiros de equipa, principalmente, os mais experientes ajudaram muito à minha integração. São fantásticos!»
Como lhe correu o jogo com os ingleses? «Estava nervoso como é óbvio mas feliz por ter jogado, claro, muito mesmo. As dimensões do campo eram excessivamente grandes, não estávamos habituados. Custou-me mais a nível físico e inicialmente até tive alguns problemas respiratórios. Nos primeiros minutos acusamos o ritmo de jogo mas fomo-nos adaptando ao jogo e acabamos por empatar.»
O próximo jogo é com a Letónia no sábado. Quais são as expetativas? «Vamos entrar com tudo para ganhar. Aliás, temos de vencer os dois jogos para sermos apurados para a fase seguinte. Estou muito confiante!»
Paulo Gavino: «Golo? Devo-o às dicas do Botas»
Paulo Gavino está a viver em Helsínquia uma experiência inesquecível. O atacante do Real SC avança um discurso pincelado por otimismo mas cauteloso.
«Estou a gostar muito de estar integrado neste lote de jogadores. É uma experiência que jamais esquecerei. E acredito que vamos atingir o nosso objetivo.»
Como analisa a sua estreia com a camisola da Seleção de Lisboa? «Positiva. Ofereceu-me uma sensação incrível. Era um objetivo que já tinha há muito tempo, mas agora com a oportunidade de jogar pela seleção não queria perder a oportunidade de marcar. O golo? Trabalhei muito para isso mas devo muito às dicas do Botas, meu amigo e companheiro de equipa. Indicações foram muito utéis para o meu desempenho durante o jogo. O golo também aconteceu graças a um conselho do Botas…»
Frente aos ingleses encontrou dois centrais que lhe deram muito trabalho. Como correram as coisas? «Não estava habituado, eram jogadores altos, possantes e bons tecnicamente, obrigaram-me a muito trabalho, mas o jogo acabou por me correr bem.»
Segue-se o desafio com a Letónia. Ansioso? «Sim, claro. Todos estamos desejosos que chegue a hora do desafio. É um jogo que temos mesmo de ganhar. O torneio não é nada fácil, mas acredito que vamos ser apurados para a fase seguinte.»










