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Rodrigo Dias, o guardião do templo sintrense

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Rodrigo Dias manteve intactas as redes do Sintrense Imagem: Sintrense SAD

Rodrigo Dias foi o guardião do templo sintrense no desafio da 3.ª eliminatória da taça de Portugal frente ao FC Porto (0-3). As críticas foram unânimes em considerá-lo o melhor em campo da equipa orientada por Pedro d’Oliveira. Aos 23 anos, o habitual tutular da baliza do clube de Sintra esteve em excelente plano no desafio da Reboleira respondendo com intervenções de elevado gabarito a remates dos atacantes portistas, principalmente de Fran Navarro.

– Como analisa o desafio com o FC Porto?   

– Foi um jogo forte de emoções, inesquecível! Adorei ter desfrutado do jogo, foi fantástico. Nunca tinha tido a oportunidade de jogar num estádio com aquela capacidade e cheio. São momentos que ficam na minha memória, foi lindo.

– Sentiu um «friozinho na barriga» por defrontar uma equipa como o FC Porto?

– Não, claro que não (sorrisos). O trabalho físico, tático e mental que a equipa técnica preparou ao longo das duas semanas com o grupo deixaram-nos mais perto do sucesso e do jogo. Foi importantíssimo para nos sentirmos mais à vontade em campo!

– Dormiu bem na véspera da partida? 

– Surpreendentemente dormi bastante bem (sorriso)… tinha aquela ansiedade natural mas nada de complicado, tinha confiança que as coisas correriam com naturalidade. Toda a preparação para o jogo ajudou a que o grupo estivesse pronto.

– Como reagiu quando tomou conhecimento que seria titular?

– Fiquei feliz, obviamente, todos queremos jogar este tipo de jogos e eu não sou diferente. Sabia que ia defrontar uma grande equipa, com grandes avançados, mas estava preparado para enfrentá-los, nunca tremi. Mas tenho a perfeita consciência que fosse quem fosse lá para dentro ia dar uma boa resposta e dar uma boa imagem do grupo de trabalho.

– Foi o grande jogo da sua vida?

– Sem dúvida! O FC Porto foi o melhor clube que defrontei até hoje, nunca esquecerei este dia. Estamos a falar de um dos três grandes em Portugal, uma equipa que é assídua em competições europeias e um clube com um historial e um palmarés invejável.

– Acredita que a exibição frente ao FC Porto possa ter despertado o interesse de emblemas de escalões mais altos?

– Não penso muito no futuro foco-me apenas no presente. Quero ajudar o Sintrense SAD e a equipa a atingir os objetivos traçados para esta época por toda a confiança depositada em mim e a forma como o clube e os adeptos me receberam dar o melhor e máximo sempre é o mínimo que tenho de fazer

– Foi muito felicitado?

– Sim, claro! Recebi bastante mensagens de amigos e familiares, foi incrível. É sempre bom sentirmos o carinho dos mais próximos. Vou fazer para manter este nível.

– Tem boas expetativas em relação à subida do Sintrense à Liga 3?

– Bom, não vivemos obcecados com a subida, sabemos que se fizermos o nosso trabalho durante a semana e ao domingo apresentarmo-nos no máximo, ficamos mais perto dessa meta. Se acredito? Claro que sim, se continuarmos com o mesmo rigor, ritmo, que temos apresentado, vamos conseguir.

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10 de março 2001 (23 anos)

Posição: Guarda-redes

Altura: 1,91 cm

Clubes: Sintrense SAD (2024/25), Interoeste (2023/24), Atlético Malveira (2019/20 a 2022/23), Real SC (2019/20), Berchem Sport (2017/18), Belenenses (2016/17), Sacavenense (2015/16) e Sporting (2008/09 a 2014/2015)