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Fernando Pimenta, Patrícia Sampaio e Diogo Ribeiro querem ser campeões olímpicos

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Os atletas Fernando Pimenta, Patrícia Sampaio e Diogo Ribeiro querem ser campeões olímpicos, e explicaram esta 3ª Feira como é a sua preparação para o grande evento, que se realiza em 2028.

Em declarações durante a 3ª Conferência Bola Branca, produzida pela Rádio Renascença, o canoísta referiu que “o que espero é que se lembrem da base, da base de qualquer federação, de qualquer desporto, que são os atletas, as massas, e a qualidade que nós queremos para o nosso desporto; apostem forte no Desporto para continuar a sonhar e a seguir o caminho”.

Fernando Pimenta disse ainda que “há muito trabalho pela frente, mas quero desfrutar deste caminho, mais do que nunca, porque será provavelmente o meu último ciclo olímpico e quero chegar a 2028 numa boa forma, não só em termos físicos, mas também emocionais”.

Também Patrícia Sampaio quer chegar à medalha de Ouro olímpica como “já queria em Paris e assim tenho que trabalhar todos os dias para chegar a esse objetivo e obter mais alguns resultados, mais algumas medalhas, apesar de dentro do ciclo olímpico estar tudo bem definido”.

Desses resultados os mais importantes serão aqueles conseguidos no Mundial de Judo, que começa a 13 de Junho, na Hungria, e Patrícia promete “dar o meu melhor, tanto na preparação como na participação, e o que vier será bem-vindo”.

“No Judo não há muitos clubes que consigam dar apoio, pois é uma modalidade que não é considerada profissional, e sendo de Tomar [uma cidade pequena] ainda torna as coisas mais complicadas; eu não tenho uma boa base de fisioterapia no clube e precisava de ter pois o Judo tem muito impactos no solo e muitas lesões; quando preciso de recuperar tengo que ir até Lisboa, para fazer reabilitação no Jamor”, disse ainda Patrícia Sampaio.

Já para o nadador Diogo Ribeiro, tudo é diferente, porque fazendo parte do Benfica, o clube avança “sempre que falta alguma coisa na preparação”.

“Desde que fui campeão do Mundo, as coisas têm acontecido naturalmente, recuperei bem da lesão no ombro, já está tudo a 100% e agora estou-me a adaptar a um novo equipamento que estava mesmo a precisar”, revelou o atleta.

Diogo Ribeiro acrescentou ainda que a realidade entre cidades é bem distinta, pois quando morava em Coimbra “não tinha nada, os apoios eram muito pequenos; não tinha um ginásio, comecei a fazer trabalho de ginásio muito tarde e por isso é que o resultados tardaram a aparecer e depois aparecem muito de repente; as cidades mais pequenas não têm os apoios necessários para os atletas conseguirem vingar no seu desporto”.

Sobre as olimpíadas em 2028, o nadador quer “sempre ser campeão olímpico, mas o foco vai agora para a próxima competição, que vai exigir muita carga nos treinos e não sabemos de podemos manter essa carga até ao Mundial ou se temos de acalmar um pouco”.