Início DESTAQUE Liga Portugal Betclic: Nacional vence Tondela em jogo “impróprio para cardíacos”

Liga Portugal Betclic: Nacional vence Tondela em jogo “impróprio para cardíacos”

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O Nacional venceu o Tondela, por 3-1, em jogo a contar para a 14ª Jornada da Liga Portugal Betclic, disputado no Estádio da Madeira, na Choupana.

Os golos da partida foram marcados por Zé Vitor (aos 68 minutos), Paulinho Boia (aos 89 minutos) e Jesus Ramírez (aos 90 minutos), para os madeirenses, e João Aurélio (aos 49 minutos, na própria baliza) para o conjunto de Tondela.

Não podemos começar esta pequena crônica de outra forma: Que JOGÂO!

Para quem acha que um jogo de Futebol são 22 homens a correr atrás de uma bola, este jogo veio desmentir por completo este chavão.

Parecia uma dos melhores filmes de James Bond ou outro herói qualquer, pois teve de tudo: ação, romance, comédia, drama, terror e tudo mais o que se possa imaginar num filme.

A ação começa no passado fim-de-semana, quando a tempestade “Emília” assolou o Arquipélago da Madeira e a formação do Tondela não pôde aterrar em segurança no território, o que levou o adiamento o jogo de Sábado â tarde, para o final da tarde desta 2ª Feira.

O jogo propriamente dito começou sob o signo do equilíbrio, mas aos 19 minutos tudo mudou, devido â expulsão de Deivison, depois de uma entrada de sola, que teve de ter a intervenção do VAR, pois o árbitro tinha apenas mostrado o cartão amarelo.

A partir daqui, com 1 elemento a mais, o Tondela passou a dominar os acontecimentos e mais contente ficou, quando o VAR chamou o árbitro à cabine, para lhe mostrar as imagens de uma possível grande penalidade para os tondelenses, na sequência de um pontapé de canto.

A falta é evidente, o árbitro assinala o que tem de assinalar, penalty a favor do Tondela, e o treinador Tiago Margarido perde a cabeça, berrando com o árbitro, entrando em campo para lhe bater e não chegou a vias de facto, porque foi segurado por vários elementos do Nacional. Confusão da grossa, e 3 elementos da equipa técnica madeirense expulsos, incluindo o treinador, que desplotou toda a situação.

Na marcação do castigo máximo, Pedro Maranhão (melhor marcador da equipa) permite a defesa de Kaique, que viria a ser o herói da partida, mas já lá vamos!

Primeira parte entretida, com 0-0 no marcador, mas o melhor ainda esta para vir (e ver).

A segunda metade começou praticamente com o golo do Tondela, marcado por João Aurélio na própria baliza, depois de desviar com o peito um remate de Maviram, que Kaique se preparava para defender.

A partir daqui, o Tondela passou a dominar os acontecimentos, pois estava em vantagem, com mais 1 elemento em campo e sem reação do outro lado.

Só que a raça dos madeirenses, que tinham enfrentado uma tempestade no fim-de-semana veio ao cimo a partir dos 68 minutos, com o golo de Zé Vitor, depois de uma defesa incompleta de Bernardo Fontes.

Quando se chegou aos 90 minutos, o marcador registava um empate a 1 golo e o árbitro dá singelos 6 minutos de descontos, o que até era aceitável.

Só que Tiago Manso é derrubado na grande área, e o árbitro (auxiliado pelo VAR) assinala grande penalidade para o Tondela, para natural descontentamento dos adeptos do Nacional, que começaram a sair do estádio.

Mas um jogo de Futebol não acaba aos 90 minutos e um penalty não é sinônimo de golo, e Kaique voltou a ser herói, ao parar uma grande penalidade pela segunda vez.

O jogo seguiu rapidamente, e o Nacional aproveita o balanço ofensivo do Tondela, para chegar ao 2º golo, por intermédio de Paulinho Boía, que fez “explodir de alegria” o recinto madeirense.

Com este autêntico “balde de água gelada”, o Tondela tentou reagir, mas o Nacional a chegar ao 3-1, quando já se ia com 15 minutos jogados sõ de descontos. Brayan Medina faz uma falta grosseira sobre um contrário, que se ia isolar e é expulso. O árbitro marca grande penalidade, confirmada pelo VAR, mas parece-nos que a falta é fora da grande área, pois os jogadores caem dentro da área de rigor, mas o puxão começa bem fora!

Mas nesta altura já ninguém ligava a estes “pequenos problemas” e Jesus Ramirez também não, marcando com tranquilidade o 3º golo e selando o resultado final.

Se todos os jogos fossem assim, era mau, porque o coração dos adeptos não aguentava, mas umas “pedradas no charco” de vez em quando não fazia mal nenhum!

Com este resultado, o Nacional sobe para 11º lugar, com os mesmos 15 pontos do Santa Clara, enquanto o Tondela afunda-se na classificação e já é 17º classificado, com 9 pontos, apenas à frente do “modesto” (com todo o respeito) AVS.