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Taça de Portugal: Sporting não se livra da polémica, mas apura-se para os “Quartos”

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O Sporting venceu o Santa Clara, por 3-2 (após prolongamento), em jogo a contar para os Oitavos-de-Final da Taça de Portugal Generali/Tranquilidade, disputado no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada (Ilha de São Miguel – Açores).

Os golos da partida foram marcados por Lucas Soares (aos 28 minutos) e Gabriel Silva (aos 85 minutos), para os homens da casa e por João Simões (aos 12 minutos), Luis Suárez (aos 90 minutos) e Fotis Ioannidis (aos 98 minutos) para a formação “verde-e-branca”.

Não há volta a dar! Esta temporada, a polémica vai com o Sporting, quando os “leões” viajam para os Açores.

Já não bastava os “rios de tinta” que se gastaram no pôs-jogo entre o Santa Clara e o Sporting (o tal do pontapé de canto que não era) e agora volta a haver polémica a envolver os “leões” no Estádio São Miguel.

Mas vamos começar pelo princípio!

Santa Clara e Sporting apresentaram-se em campo com equipas alternativas, pois entre lesionados, convocados para a CAN e com fadiga muscular, Vasco Matos e Rui Borges não tinham muito por onde escolher.

Como era de esperar, o Santa Clara tentou surpreender o Sporting, tal como tinha feito no jogo para o campeonato, mas desta vez foi o Sporting a marcar primeiro, por intermédio de João Simões, aos 12 minutos.

No entanto, o Santa Clara não sentiu o “choque” e partiu para a frente em busca do empate, que viria a consegui-lo aos 28 minutos, depois de um remate certeiro de Lucas Soares.

Ao intervalo, o 1-1 era justo, mas as equipas prometiam mais e melhor para a segunda parte, que viria a ter polémica q.b. e 22 minutos de descontos(!)

Os segundos 45 minutos começaram calmos, com as duas equipas a fazerem um jogo competente e isento de erros, mas aos 86 minutos o “vulcão” açoriano “acordou”, com o golo de Gabriel Silva, que dava a vantagem ao Santa Clara e colocava o Sporting com “um pé e meio” fora da Taça de Portugal.

No entanto, “até ao lavar dos cestos é vindima”, e o Sporting acreditou que poderia chegar ao empate, nos 10 minutos que faltavam, pois o árbitro João Pinheiro deu 6 minutos de descontos.

Aos 89 minutos, Pau Victor teve uma conduta anti-desportiva e vê o cartão vermelho direto, embora nos pareça que é MT que se envolve em escaramuças com os jogadores do Sporting.

Sem intervenção do VAR, o árbitro manteve a sua decisão e marca livre direto a favor dos “leões”; a bola é cruzada para a grande ãrea, Hjulmand aparece estatelado na grande área e a defesa do Santa Clara corta a bola.

Hjulmand reclama de imediato ter sido alvo de uma agressão e na primeira interrupção do jogo fala com o VAR, que viu, reviu, deduziu, conferiu todas as imagens e mais algumas e tardava em dar uma decisão final.

Os adeptos começaram a perder a paciência, Vasco Matos parecia um “leão enjaulado” de tão nervoso que estava, o banco do Santa Clara reclama nem sabemos bem de quê, e o Sporting aguardava aparentemente calmo, mas de certeza com “nervoso miudinho” por dentro.

Só ao fim de 15 minutos, repetimos 15 minutos, é que o VAR toma uma decisão e pede ao árbitro para ir ver as imagens. João Pinheiro aproxima-se do monitor, confirma que não há fora-de-jogo de Hjulmand (apenas Salvador Bolpa esteva em posição irregular, mas não entra na jogada), e vê o jogador do Santa Clara a atingir o “capitão” do Sporting na zona do pescoço.

Perante as imagens, o árbitro assinala grande penalidade a favor do Sporting, o que deixou toda a comitiva açoriana visivelmente agastada. Durante o “período de espera”, houve 2 cartões vermelhos para elementos da equipa técnica do Santa Clara.

Luís Suarez fez o que lhe competia, marcou golo, empatou a partida e adiou tudo para os 30 minutos seguintes.

No prolongamento, a jogar com mais 1 elemento em relação ao Santa Clara, e galvanizado pelo sucedido, o Sporting foi amplamente superior, e aproveitando o desgaste alheio, chegou ao golo aos 98 minutos, numa altura em que o Santa Clara já deixava de acreditar.

O apito final só veio confirmar a vitória e o consequente apuramento para o Sporting, num jogo marcado pela polémica (o Benfica já reagiu negativamente) e onde Hjulmand foi novamente o “salvador da pátria” leonina.