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LC: Benfica perde com Real Madrid num jogo onde Vínicius Jr. foi protagonista

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O Benfica perdeu com os espanhóis do Real Madrid, por 0-1, em jogo a contar para a 1ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Liga dos Campeões, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.

O único golo da partida foi marcado por Vinícius Jr., aos 50 minutos.

Depois da vitória épica do Benfica sobre o Real Madrid na última jornada da Fase de Liga, e que permitiu aos “encarnados” jogar esta fase, todos os adeptos estavam mm esperançados em nova noite mágica.

Só que, como todos sabemos, um raio não cai duas vezes no mesmo sítio, e um jogo não é igual a outro (para além disto, o cenário era totalmente diferente), e por isso que se viu foi um Benfica mais amorfo e um Real mais descansado, sabendo que pode resolver a eliminatória em Madrid e tem jogadores que podem mudar o rumo e a história de um jogo de um momento para o outro.

De facto, o Benfica bem tentou, mas as melhores jogadas e oportunidades pertenciam ao Real Madrid, que jogava num ritmo mais pausado e sem forçar muito.

Ao intervalo, o 0-0 era um resultado justo, mas a segunda parte iria mudar tudo.

O Real entrou forte e aos 50 minutos, Vinicius Jr. “arrancou um coelho da cartola” e marca um grande golo, deixando toda os adeptos do Benfica pregados à bancada.

O jogo podia ter prosseguido naturalmente, mas o marcador do golo (de raça negra e brasileiro) reclama com o árbitro da partida, dizendo que Gianluca Prestianni (caucasiano e argentino) lhe chamou “mono” (macaco em português), o que é considerado uma atitude racista.

O árbitro teve de interromper o jogo e acalmar os ânimos, pois Vinícius Jr. até queria abandonar o relvado, o que foi logo recusado pelo treinador do Real Madrid e restantes colegas.

A verdade é que o jogador brasileiro vê cartão amarelo e nas imagens em câmara lenta, percebe-se que Gianluca Prestianni tapa a boca com a camisola e profere alguma coisa que não é percetível.

Os responsáveis do Benfica dizem que todos os seus jogadores são respeitadores e nunca iriam ofender um colega de profissão, muito menos proferir insultos racistas.

Depois de tudo calmo, a partida seguiu o seu rumo normal até ao final, com domínio do Real Madrid, mas o que salta mais à vista é a pressão feita em cima de Vinícius Jr. (que recorde-se já tinha o cartão amarelo e podia ver o vermelho, ficando de fora deste jogo e mais importante do próximo encontro entre ambos, a contar para a 2ª Mão desta eliminatória).

Sempre que o jogador ia marcar qualquer coisa perto da bancada era brindado com objetos como isqueiros, copos de plástico e garrafas de água cheias, mas o mais dispensável foi a provocação de Nicolas Otamendi, que na marcação de um pontapé de canto, abeirou-se do jogador madrileno, levantou a camisola e afagou a sua tatuagem que representa a Taça do Mundo que a Argentina venceu na última edição do certame, e que o Brasil já não vence desde 2002, ou seja, há 24 anos.