Bruno Lage fez o lançamento do Mónaco-Benfica, 1.ª mão do play-off da fase a eliminar da Liga dos Campeões, marcado para esta quarta-feira, às 20h00. O treinador do Benfica deixou no ar a ideia de existir uma boa dose de confiança para o desafio do principado.
– Quais as expetativas para o jogo?
– Espero encontrar um Mónaco muito competente, com enorme qualidade, forte fisicamente, com muitos jovens com uma dinâmica muito forte na frente. Por isso, espero um jogo difícil, um jogo à semelhança do que foi o anterior, na primeira fase. Queremos fazer um grande jogo, fazer um resultado, a eliminatória, com certeza, será decidida no Estádio da Luz. Vamos jogar contra uma grande equipa, uma equipa que pratica um jogo muito físico, mas com muita qualidade técnica, com muita velocidade, com muitos movimentos interiores e oportunidade, e nós temos de estar no nosso melhor. Temos de ter esse cuidado para que possamos fazer também nós um grande jogo. Saber quando temos de defender, saber quando temos de atacar, criar oportunidades de golo, saber ter aquela mentalidade assassina de que, quando temos de matar o jogo, temos de marcar e temos de fechar o jogo. É para isso que me oriento e é nesse sentido que nós vamos entrar em campo.
– Benfica é favorito à passagem à fase seguinte?
– Acho que, nesta altura da competição, é 50%-50%. Sabemos que o Mónaco é uma grande equipa. Nós vencemos o jogo na primeira fase. É uma competição diferente. Temos de fazer um bom jogo, um bom resultado e decidir a eliminatória no Estádio da Luz.
– Sente que a equipa, de algum modo, tem tido versões diferentes, uma na Liga dos Campeões, outra na Liga?
– Vejo sempre a equipa motivada e a tentar crescer na minha ideia de jogo. Também tive conhecimento, o treinador adversário elogiou-nos muito na nossa forma de transitar, que somos uma equipa muito forte em termos de transição ofensiva. Mas eu também quero – e estamos a trabalhar muito – que a equipa cresça noutros momentos, principalmente no momento da organização defensiva, na construção, de ter um maior controlo do jogo. Estas coisas levam o seu tempo, particularmente numa equipa que normalmente está em competição – e ainda bem, porque temos de estar em competição constantemente, de três em três dias –, temos de ter algum tempo de trabalho para assimilar alguns processos e entender também alguns momentos do jogo. E quando digo momentos do jogo é em função do espaço, onde o adversário está, do tempo de jogo, do resultado, enfim, levar isso tudo em consideração para depois tomarmos sempre as melhores decisões.
– Di María falhou o último jogo por um problema muscular… Está apto?
– Claro que sim. Está connosco. Costuma-se dizer, a brincar, que ele marca sempre nos jogos decisivos, nas grandes finais ele marca sempre, por isso é um jogador muito importante para qualquer equipa.
– Concorda que Pavlidis está em fase ascendente?
– Pavlidis está a viver um momento muito bom. Esperamos que frente ao Mónaco possa dar continuidade a esse momento.








