Rui Borges fez a análise ao Sporting-Borussia Dortmund, em partida da primeira mão dos play-off da Liga dos Campeões, e defendeu que a derrota, por 3-0, em Alvalade foi injusta. Falou sobre Viktor Gyokeres e vincou a necessidade do Sporting vencer na receção ao Arouca, em partida da 22.ª jornada da Liga.
– Concorda que o Sporting esteve muito diferente entre uma parte e outra?
– Fizemos uma grande primeira parte, período em que merecíamos mais por tudo o que fomos capazes, pela qualidade que metemos no jogo, pelo tentar ser pressionantes e encurtar duelos. Fomos muito competentes e merecíamos sair a ganhar.
– Na segunda parte o panorama alterou-se significativamente…
– Sim, foi uma segunda parte onde fomos muito reativos e acabámos por sofrer numa fase onde o jogo estava muito equilibrado. Borussia reentrou melhor. Depois do golo, fomos abaixo em termos anímicos e sentiu-se claramente o nosso défice físico. Não quero desculpar-me com isso, mas é claro. Acredito que tenha a ver com o défice físico e com o impacto do golo. Fomos pouco proativos e fomos perdendo o equilíbrio em termos coletivos. O resultado acaba por ser injusto. Na Champions precisamos de estar a 200 por cento e nós nem a 100 estamos.
– Qual a razão?
– Bom, estamos a tentar ganhar minutos com o Viktor, com o Daniel Bragança, com o Morita. É o que é. O futebol é isto. Não serve de desculpa, porque fomos capazes de uma boa primeira parte. Claro que depois, o desgaste sente-se perante uma equipa que tem bons jogadores e que em pormenores resolvem.
– Gyökeres está longe daquilo que fez em outras alturas. Ao que se deve?
– Teve uma paragem, estamos a tentar dar-lhe algum tempo que é importante. Precisamos dele na melhor forma, pelo impacto que cria nos adversários e na própria equipa.
– Existe algum secretismo em relação à condição física de Gyökeres?
– Não há secretismo nenhum. Não sou médico, não vou estar a especificar. Não temos que especificar a lesão. Viktor tem fadiga, teve um problema e está em recuperação como todos os outros. Aceito que se preocupem um pouco mais, porque o impacto que ele tem é muito, mas não temos que estar nisto a toda a hora. Ele está condicionado, tem feito o trabalho que todos fazem quando estão condicionados. Tenho sido sempre honesto. Quando está em dúvida, está em dúvida. Hoje não estava, foi convocado e estava disponível para jogo. O futebol é isto, temos que nos adaptar a ele.
– E Morita?
– É igual. São decisões que tomamos e tentamos fazer o melhor. Nem sempre vai dar resultado, hoje não deu.
– Segue o Arouca para a Liga…
– É apostar tudo nesse jogo. É difícil. Queremos ganhar e vamos ganhar com certeza. Independentemente de sairmos daqui com 0-3, sabemos que é difícil, mas representamos um grande clube e a exigência é muita.








