Após o final do eletrizante Benfica-Sporting, Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa para responder às perguntas dos jornalistas e uma coisa é certa: o treinador do Sporting quer muito ser bicampeão em Alvalade.
– Qual o sentimento que lhe vai na alma?
– A ambição, a coragem e o compromisso desta equipa são incríveis. Sabíamos que era um grande adversário, em sua casa, onde é muito difícil jogar. Era importante ter o equilíbrio emocional e tivemo-lo. Chegámos ao golo cedo, o que nos empurrou demasiado cedo para blocos mais baixos, mas era natural. Mesmo assim, fomos controlando o jogo.
– Como viu a segunda parte?
– Na segunda parte, o Benfica foi mexendo e tentou, de alguma forma, empurrar-nos ainda mais para trás. Conseguimos anular tudo tirando o lance do golo, que teve duas escorregadelas de jogadores nossos. Faltou-nos mais calma com bola para tomar melhores decisões, mas é natural. Por mais que digamos que não há ansiedade, vai haver sempre e cada um lida da sua forma. A onda verde começou na saída da Academia e foi indescritível. Em Portugal, só me lembro disso no Europeu [de 2004]. Saímos aqui a depender só de nós, mas não nos podemos esquecer que falta um jogo com um adversário difícil.
– Qual é o sentimento de estar mais perto do título
– Sinto que dependemos apenas de nós e isso é muito bom. Falta um jogo e conheço a equipa que vamos defrontar. Temos de ser sérios porque não fomos campeões. Acredito que vá estar um ambiente incrível, os adeptos têm sido fantásticos.”
– Feliz com o empate?
– Não é um saboroso. Só se ganharmos o último jogo porque sem isso não vale de nada. É natural que os jogadores expressem felicidade, mas eles sabem que falta um jogo e não ganhámos nada. Foi um empate difícil e há que valorizar o que fizemos aqui. No próximo jogo temos de ser tão ou mais sérios e comprometidos do que fomos hoje.
– Saiu do Vitória SC para Alvalade. Sente que houve adeptos que ficaram magoado?
– Uma parte dos adeptos ficou magoada porque saí a meio da época e é natural. Sei bem a qualidade daquela equipa. Estou tranquilo porque é em nossa casa e só dependemos de nós, mas temos um jogo muito difícil para ganhar.
– Foi um resultado justo?
– Podia dizer que era justo porque o SL Benfica cresceu na segunda parte, ainda que sem muitas oportunidades de golo. Pela competitividade de parte a parte, acaba por justo. Agora temos de travar a euforia e focar no que temos de fazer. Depende de nós. É natural que os adeptos tenham um sentimento positivo e que nos empurrem como têm feito até aqui.
– Como analisa a ausência de Hjulmand no próximo jogo devido aos cartões amarelos?
– Já perdemos tantos jogadores e tivemos sempre forma de arranjar soluções. Chegámos aqui a depender de nós. O Morten é um jogador importantíssimo, mas quem jogar vai ter uma entrega fantástica. O Morten deu tudo hoje, no próximo jogo dará outro.
– Como viveu o jogo?
– Super tranquilo. São estes os jogos que me deixam menos stressado. Foi uma semana tranquila, mesmo sabendo tudo o que rodeava o jogo. Sou muito positivo. É um jogo de futebol. Quero muito ser bicampeão, por isso não estou aliviado. Tenho um jogo difícil para pensar. Independentemente, um orgulho imenso nesta equipa e no nosso trajecto. A paixão é espectacular e hoje, a sair da Academia Cristiano Ronaldo, dizia que o futebol é fantástico. Há coisas que não se explicam.
Fonte: Sporting CP










