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Vasco Miranda: do hóquei em patins à paternidade

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Vasco Miranda

Vasco Miranda, começou a sua carreira no hóquei em patins na União Desportiva e Cultural de Nafarros, aos 5 anos, mas passado pouco tempo, aos 8 anos, foi jogar para o Sport Lisboa e Benfica onde ficou até aos 15 anos, momento em que trocou o clube de Benfica pelo Hockey Club de Sintra.

Passados 2 anos, Vasco Miranda voltou a trocar de clube para o Stuart Hóquei Clube de Massamá, mas quando chegou à idade de competir no escalão sénior teve de regressar ao Hockey Club de Sintra, porque o clube de Massamá não tinha esse escalão.

Entretanto mais uma mudança para o clube de Murches onde ficou um ano até regressar ao clube de Nafarros, onde tudo começou e acabou.

Vasco Miranda deixou o Hóquei em Patins, aos 25 anos, quando foi pai: “Infelizmente são poucos os que conseguem viver do hóquei, é um número muito baixo de atletas, nada tem haver com o futebol! E infelizmente tive de tomar uma decisão e foi o hóquei que ficou para trás”, confessa o atleta.

Ainda assim, enquanto atleta, sempre como guarda-redes, conseguiu alcançar alguns feitos: enquanto jogador do Benfica, em 2008, no campeonato europeu de hóquei em patins, que decorreu em Oviedo, “tivemos a felicidade de ganhar o título de campeão europeu de clubes”. Nesse ano, o Benfica foi também vice-campeão nacional.

Mais tarde, “fui vice-campeão regional duas vezes na Stuart, qualificamo-nos (nos cerca de 4 anos que joguei lá) sempre para o campeonato nacional, um feito que para, o tamanho do clube na altura era incrível e nos encheu de orgulho”, recorda o atleta.

Vasco Miranda defende que o desporto é uma escola para a vida

Vasco Miranda acredita que o hóquei lhe deu muitos ensinamentos para a vida, “além da educação dada pelos meus pais, aprendi a partilhar, aprendi o espírito de sacrifício e o espírito de equipa! Aprendi a viver em comunidade com 10/11 pessoas completamente diferentes! Aprendi que a amizade verdadeira existe e levo desde cedo o lema “onde vai um, vão todos. Aprendi a ter disciplina e a gerir sentimentos e emoções, mesmo aqueles que nem sabíamos que tínhamos”.

O ex-jogador defende ainda que mais do que hóquei em Patins, o essencial é a prática de um desporto, seja ele qual for, dando o exemplo do filho: “eu tenho um filho com 5 anos que está a iniciar agora o desporto, não seguiu as minhas pegadas, porque acabou por ir para o futebol… mas é como eu lhe digo sempre “eu acho que o mais importante é que as crianças se divirtam no processo de aprendizagem do desporto” sem que os pais forcem nada, sem que os pais intervenham muito! Eu vejo todos os jogos do meu filho e muitas vezes são os pais, cá de fora, que “estragam” as crianças”. é importante que todos “Valorizem sempre a equipa, o coletivo e respeitem os outros… desde a seccionista ao presidente do clube! E mais importante que tudo, não tenha medo de falhar! Há atletas profissionais que treinam um ano inteiro para uma prova e falham, por isso porque haveria uma criança de ter medo de falhar? Errem e voltem a errar, desde que no final aprendam com isso!”

Vasco Miranda, aproveita ainda para deixar algumas palavras especiais a quem já não está presente, mas que fizeram muito por ele “Ao Professor João Campelo… antigo campeão europeu pelo Sporting, presidente da Stuart, treinador e principalmente amigo! Quero deixar-lhe um obrigado por tudo o que me ensinou, esteja onde estiver, que esteja orgulhoso do percurso dos meninos dele. É a outra e para o meu pai, que a par da minha mãe foi incansável durante toda a minha vida de desportista, foi a todos os treinos e todos os jogos, mesmo não lhe apetecendo (agora que sou pai de atleta é que percebo que há dias que não apetece aos pais). Quero agradecer-lhe por nunca me ter cortado as pernas, a ele e à minha mãe, mas felizmente à minha mãe ainda consigo agradecer pessoalmente, ao meu pai, esteja onde estiver, OBRIGADO”.